Uma iniciativa das estudantes do 8º ano do Colégio Catarinense levou solidariedade à Casa Lar Emaús, instituição que acolhe crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade em Florianópolis. Após arrecadarem recursos para custear materiais utilizados durante a Olimpíada 2026, a turma decidiu destinar o valor que restou à compra de alimentos e outros itens para a entidade.
A ideia surgiu a partir da experiência de famílias da própria turma, que já conheciam o trabalho desenvolvido pela Casa Lar Emaús. Com o apoio dos responsáveis, as estudantes adquiriram os produtos e organizaram a entrega das doações.
Representando a turma, um grupo de estudantes visitou a instituição e conheceu de perto o trabalho realizado no acolhimento de crianças e adolescentes. A visita também proporcionou momentos de convivência e troca entre as estudantes e os acolhidos.
“A gente pensou: por que não doar para eles, já que estavam precisando? Como tinha sobrado dinheiro, decidimos ajudar. Quando chegamos lá, eles ficaram muito felizes. Apresentaram a casa para nós e nos receberam com muito carinho. Foi uma experiência muito especial”, contou a estudante Mariana.
Solidariedade como experiência de formação
Além da entrega das doações, a iniciativa permitiu que as estudantes vivenciassem uma experiência concreta de serviço ao próximo, fortalecendo valores como empatia, responsabilidade e compromisso social, presentes na formação oferecida pelo Colégio Catarinense.
Uma das estudantes, que não pôde participar da visita por motivos de saúde, destacou que, mesmo à distância, sentiu-se representada pelas colegas. “Eu queria muito ter ido. Depois vi as fotos e fiquei feliz porque as minhas amigas puderam fazer isso por mim”, afirmou Betina.
Durante a conversa, as estudantes também ressaltaram que a ação despertou o desejo de incentivar novas iniciativas solidárias nas próximas edições da Olimpíada, ampliando o impacto do evento para além das competições esportivas e culturais.
A Casa Lar Emaús é uma entidade filantrópica que realiza o acolhimento de crianças e adolescentes quando, esgotadas outras medidas de proteção previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o afastamento do convívio familiar torna-se necessário para garantir seus direitos e sua proteção.






