No dia 15 de maio, o pátio interno do Colégio Catarinense ganhou um ritmo diferente. Crianças e adolescentes do Programa Bairro Educador SESI Floripa, da unidade Vila Aparecida, chegaram com uma apresentação de break dance que parou professores, funcionários e alunos. Depois, vieram os jogos nas quadras e um lanche coletivo — tudo organizado pelos estudantes do Ensino Médio que escolheram a oficina de Voluntariado.
O encontro foi o desdobramento de uma visita anterior: no início do ano, os estudantes do Voluntariado estiveram na Vila Aparecida, onde conheceram o projeto de perto. Ao verem as crianças do Bairro Educador ensaiando o boi de mamão para uma festa local, surgiu o convite para que o grupo visitasse o Colégio.
A expectativa foi grande dos dois lados. Anderson Richter, assistente educacional do Bairro Educador há quase cinco anos, acompanhou os preparativos de perto. “A curiosidade deles foi muito grande. Ficaram tensos, mas tiraram de letra”, conta. Camilla Pedrozo, coordenadora pedagógica do Programa, lembra a reação das crianças ao chegar: “Já no portão estavam maravilhados com as quadras, com a estrutura.”
Para o professor Lucas Duarte, responsável pela oficina de Voluntariado, a experiência toca no núcleo da formação que o Colégio busca cultivar. “É um pouco sair da zona de conforto — os nossos alunos colocam-se na posição de oferecer algo ao outro, ao diferente. Eles aprendem a ser mais para os demais.” O orientador de Pastoral Thalisson Bomfim resume o espírito da tarde: “A gente não foi até eles. Eles vieram beber daquilo que nós também temos — e nós bebemos da fonte deles. Uma troca em conjunto.”
Felipe Augusto Teixeira, consultor executivo de Educação Complementar do Bairro Educador, vê, no encontro, algo que vai além do evento. “As crianças têm que se sentir crianças, e crianças têm que ser iguais. Quando o Colégio Catarinense propõe atividades como essa, conduzidas pelos próprios estudantes, isso é o que a gente quer ver acontecendo cada vez mais.”
A parceria está no primeiro ano, mas já tem planos de continuidade. Os estudantes do Voluntariado pensam em visitar a horta comunitária da Vila Aparecida, ao passo que a coordenação do Programa quer trazer, também, os grupos menores, que não participaram desta vez. Anderson Richter resume o sentimento dos dois lados: “Eu quero que essa parceria dure.”






